quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Natal, Genipabu, Pipa…

      Anos atrás, um suíço trouxe das Ilhas Canárias alguns dromedários para Natal. Os bichinhos se reproduziram e, em meio a polêmicas de vários matizes, hoje fazem parte da paisagem de Genipabu, passeio obrigatório a quem visita a capital do Rio Grande do Norte.

     A foto abaixo, feita com celular, sem nenhuma pretensão, abre esta postagem pelo inusitado da paisagem: uma caravana de dromedários no litoral brasileiro.

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Férias, verão, Nordeste: mistura perfeita. As atrações são muitas, para felicidade do turista. Na Via Costeira ficam os hotéis e resorts mais badalados, e a praia de Ponta Negra e o Morro do Careca são o mais conhecido cartão postal da cidade. 

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O Morro do Careca tem cerca de 100 metros de altura. Até os anos 90 do século passado era possível escalá-lo para escorregar até a água, com ajuda de uma prancha de madeira.

 

Depois, para evitar a destruição da mata nativa, a perda de areia e a consequente diminuição do morro, o chamado skibunda foi proibido.

 

 

 

 

 

Fora da cidade, pode-se optar por visitar as praias do norte, mais selvagens, ou as do sul. A primeira providência é alugar um bugre.

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Barqueiros fazem a travessia em direção a Genipabu e às lagoas do litoral norte.

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     Nas lagoas, além do banho refrescante, há vários tipos de divesão aquática.

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As dunas são atração à parte, com os dromedários e as belíssimas paisagens. Os passeios de bugre podem ser “com emoção” ou “sem emoção” – ou seja, com ou sem manobras radicais.

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Já ao sul de Natal, em Pirangi do Norte, a apenas 12 quilômetros, fica outro atrativo turístico: o maior cajueiro do mundo. A árvore tem mais de 100 anos, sofre de uma anomalia genética e expande-se sem cessar. Os galhos, ao vergarem por causa do peso, encostam no chão, criam raízes e crescem como se fossem outra árvore.

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O resultado é monumental, equivale a setenta cajueiros e ocupa hoje cerca de 8.500 m². É considerado pelo Guiness a maior árvore frutífera do mundo.

 

A atração vale a visita. Na entrada, não deixe de tomar a deliciosa cajuína bem geladinha, cantada por Caetano Veloso na música que leva o nome do típico refresco nordestino.

 

E, na época da safra, aproveite: o maior cajueiro do mundo produz 2,5 toneladas da fruta, cerca de 70 a 80 mil cajus…

 

 

 

 

Ainda ao sul de Natal ficam as praias e as falésias de Pipa. E, surpresa: noruegueses e suecos são encantados por aquelas redondezas. Muitos compraram proriedades na região, onde passam alguns meses por ano, decerto fugindo do rigoroso inverno nórdico.

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No final de tarde, depois de apreciar a paisagem, nada como um mergulho.

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De volta a Natal, quem sabe, encontrar um gavião pelo caminho.                                                                    Natal 088 bx 

 

E, antes de ir embora, não esquecer de prestigiar bordados e rendas do bonito artesanato local.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Itália, museu a céu aberto: Veneza, a Sereníssima

Thomas Mann a chamou “a mais inverossímil das cidades”. Construída a partir do século V sobre aterros ligando centenas de ilhotas numa laguna do mar Adriático, a originalidade e a beleza da antiga República Sereníssima de Veneza impactam fortemente o visitante.

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A cidade ultrapassa a capacidade imaginativa do sonhador mais fantasioso, escreveu Charles Dickens. Basta saber que os palácios e demais construções se apoiam em pilares de madeira, ali colocados há séculos, e que não apodrecem porque não têm contato com o ar.

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Pensar que aquelas magníficas construções estão há centenas de anos apoiadas em toras de madeira é mesmo inverossímil, como disse o autor de “A montanha mágica”.

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            O rendilhado da arquitetura do Palácio dos Doges, na Praça de São Marcos, é uma bela amostra do gótico veneziano.

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Na Praça de São Marcos há muito para ser visto, como a Torre do Relógio, o Palácio Ducal e a Basílica de São Marcos. Se quiser conhecê-los por dentro, atente ao horário de funcionamento.

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  É na praça - onde também fica a coluna do Leão Alado, símbolo da cidade - que os turistas se reúnem. Em quantidades espantosas.

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Lá é onde, à noite, tudo acontece. Há bares com mesas ao ar livre e música ao vivo, e a atmosfera romântica da cidade se acentua.

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A lua cheia ilumina as gôndolas atracadas…                                                               … e as pontes sobre os canais.

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Mas tanta beleza e romantismo estão ameaçados. Especialistas afirmam que a cidade está afundando cerca de dois milímetros por ano. Outro perigo é o aquecimento global, que eleva o nível dos oceanos. Além disso, Veneza sente periodicamente os efeitos da “acqua alta”, marés que inundam partes da cidade – especialmente a Praça de São Marcos, um dos pontos mais baixos.

Alheios a esses problemas, hordas de turistas de todas as partes do mundo a visitam – cerca de 50 mil por dia! E o número de habitantes caiu pela metade nos últimos 40 anos. A continuar nesse ritmo, calcula-se que daqui a alguns anos a cidade será ocupada só por turistas…

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Os visitantes se espalham pela cidade, onde os únicos meios de transporte são os “vaporetti” – espécie de ônibus aquático – e  as gôndolas, essas mais usadas para passeios turísticos.

                       A ponte Rialto, a mais antiga sobre o Grande Canal, é lugar obrigatório.

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     E a todo momento encontram-se reflexos da exposição que o Brasil teve na Europa por causa da Copa – mesmo que desejemos esquecê-la.

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sábado, 16 de agosto de 2014

Itália, museu a céu aberto: Trento e San Martino di Castrozza

A caminho de San Martino passamos por Trento, cidade com cerca de 120 mil habitantes, no Tirol italiano. Foi lá que em 1546 houve o Concílio de Trento, o mais famoso da cristandade, quando a cúpula da igreja católica se reuniu, preocupada com a expansão do protestantismo.

A região, que pertencia ao Império Austro-Húngaro até o fim da 1ª Guerra, foi anexada pela Itália como conquista de guerra. Por causa disso, a arquitetura do lugar sofreu alterações, para que se assemelhasse a uma cidade tipicamente italiana. 

Alguns sites de turismo indicam a Piazza del Duomo trentina como uma das mais bonitas da Itália. Fomos conferir.

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Num país de tantas belas praças, difícil escolher a mais bonita. Mas a de Trento, cercada pelos Alpes, tem uma atmosfera interessante. 

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E um chafariz belíssimo.

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Bom programa é tomar spritz num dos bares locais para apreciar o ambiente e a paisagem humana.

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Depois, flanar pelas ruas, sem objetivo específico.

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Subindo o funicular descortina-se vista panorâmica da cidade.

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Um olhar atento aos cartazes nos muros descobre problemas que um turista não imaginaria: convite para um concerto antifascista.

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Outra surpresa foram os jornais com manchetes criativas e muitas páginas sobre o jogo Brasil e Alemanha, ocorrido dias antes.

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San Martino di Castrozza

A vista da janela do hotel em San Martino mostra os Dolomitas, a cadeia de montanhas dos Alpes no norte da Itália que o arquiteto Le Corbusier disse ser  “a mais bela peça de arquitetura do mundo”.

Chamadas, antes do século XIX, de “montanhas pálidas”, pela cor característica das rochas, os Dolomitas são considerados Patrimônio Mundial pela Unesco.

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A graciosa San Martino di Castrozza fica numa região que pertenceu ao Império Austro-Húngaro. A arquitetura da cidade mostra bem as influências desse passado.

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No inverno, o lugar é uma concorrida estação de esqui. E, embora fosse verão, no alto das montanhas ainda havia bastante neve.

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É de onde se pode avistar a cidade num vale entre montanhas.

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No frio verão alpino, muitas flores enfeitam a cidade. E turistas percorrem as ruas.

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Os Dolomitas são onipresentes.

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Nas vitrines, mais uma vez o Brasil: linha de maquiagem Viva Carioca. Em que pese o exagero de cores, boa divulgação do país, efeitos da Copa do Mundo.

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Próxima postagem: Veneza, a Sereníssima